A escola é o palco onde contracenamos
uns com os outros, onde há interações entre os sujeitos, onde se compartilha
vivências, onde exercitamos a compreensão e estabelecemos relações sociais
aprendendo sobre regras de sobrevivências. É na escola onde a criança inicia
verdadeiramente sua vida pública e constrói através dela suas relações de
cidadania. Tendo este papel primordial, a gestão escolar precisa estar atenta
para a construção desta cidadania, promovendo pessoas para o coletivo, e não
para o individual.
Numa
escola que possui um Projeto Político Pedagógico centralizado na gestão que
planeja antecipadamente sua forma de interagir com a comunidade, alunos e
funcionários, automaticamente construirá uma troca, onde todos com um olhar de
educador farão sua diferença.
A
escola é coletiva, são muitos, os envolvidos para alcançar um único objetivo.
Para termos uma educação de qualidade, é necessário um Planejamento
Participativo, onde todos, pais, professores, alunos e funcionários possam dar
sua contribuição, enfim fazer parte do resultado de metas, das decisões e
avaliações.
Quando
todos estão envolvidos, se sentem parte do todo, compreendem seu valor, e se
comprometem em fazer o melhor em prol de uma educação cidadã. Os desafios são
muitos, uma vez que vivemos em uma sociedade capitalista, onde ainda, uma minoria
burocrática é beneficiada.
Precisamos
nos perguntar sempre, que tipo de educador somos nós, o que vê o aluno como
sujeito, ou como um mero robô? Temos oferecido a oportunidade de diálogo
crítico com eles, assumindo o papel de mediador? Vamos valorizar mudanças que
possam assim contribuir para uma sociedade composta por cidadãos e sujeitos que
de dão ao respeito para que sejam respeitados.
A
unidade escolar que é vista como parte fundamental na construção coletiva de
uma transformação nos princípios éticos da criança, do adolescente e dos
jovens, estará cumprindo uma contribuição de maior relevância, pois é
justamente a partir desses princípios que poderemos despertar nos alunos,
sentimentos como os de: solidariedade, senso crítico e o político.
Nenhum comentário:
Postar um comentário